domingo, 13 de setembro de 2009

“Não há acaso, sina, destino, que possa limitar, impedir ou controlar a firme resolução de uma alma determinada”.



Ella Wheeler Wilcox



São tantos deuses, são tantas crenças,
Tantos caminhos, tão sinuosos,
Mas só a arte de ser bondosos
É que nos falta em nosso planeta.

Eu sou a voz dos que não têm voz;
Por mim os mudos hão de falar;
Até o mundo tão surdo ouvir
O grito dos fracos, dos sem lugar.

Das ruas, das gaiolas, dos cercados,
Das selvas e estábulos, os gemidos
Vindos dos meus irmãos revelam o crime
Dos poderosos contra os desvalidos

É o amor a genuína religião,
E a mais sublime lei é o amor;
E o toque do tempo fará morrer
Tudo o que se criar no desamor.

Que se envergonhem as mães mortais
Que jamais pensaram em ensinar
A tristeza que há nos olhos mudos,
A tristeza que não pode falar.

Seja o pardal, homem — rei —que seja
Foram criados por um poder apenas;
O deus do todo, alma viva concedeu
A tudo o que tem pelo e que tem penas

E sou o protetor do meu irmão,
E seu combate, este eu vou travar;
De bicho e ave, as palavras eu direi
Até que o mundo venha a se aprumar.

Sim, somos a voz dos que não têm voz;
Por nós, os mudos hão de falar;
Até o mundo tão surdo ouvir
O grito dos fracos, dos sem lugar.

Nota da Blogueira: HÁ UM DEUS QUE TUDO PODE."CONFIA NELE E TUDO ELE FARÁ"
Achei muito interessante e resolvi postar:

ONDE FOI PARAR O TEMPO?
(Marcelo Canellas)

Onde foi parar o tempo que ganhamos?
Havia mais terrenos baldios. E menos canais de televisão.
E mais cachorros vadios. E menos carros na rua.
Havia carroças na rua. E carroceiros fazendo o pregão dos legumes.
E mascates batendo de porta em porta.
E mendigos pedindo pão velho.
Por que os mendigos não pedem mais pão velho?
A Velha do Saco assustava as crianças. O saco era de estopa.
Não havia sacos plásticos, levávamos sacolas de palha
para o supermercado.
E cascos vazios para trocar por garrafas cheias.
Refrigerante era caro. Só tomávamos no fim de semana.
As latas de cerveja eram de lata mesmo, não eram de alumínio.
Leite vinha num saco. Ou então o leiteiro entregava em casa,
em garrafas de vidro.
Cozinhava-se com banha de porco.
Toda dona-de-casa tinha uma lata de banha debaixo da pia.
O barbeador era de metal, e a lâmina era trocada de vez em quando.
Mas só a lâmina.
As camas tinham suporte para mosquiteiro.
As casas tinham quintais. Os quintais tinham sempre uma laranjeira,
ou uma pereira, ou um pessegueiro. Comíamos fruta no pé.
Minha vó tinha fogão a lenha. E compotas caseiras abarrotando a despensa. E chimia de abóbora, e uvada, e pão de casa.
Meu pai tinha um amigo que fumava palheiro.
Era comum fumar palheiro na cidade;
tinha-se mais tempo para picar fumo.
Fumo vinha em rolo e cheirava bem.
O café passava pelo coador de pano.
As ruas cheiravam a café. Chaleira apitava.
O que há com as chaleiras de hoje que não apitam?
As lojas de discos vendiam long plays e fitas K7.
Supimpa era ter um três-em-um:
toca-disco, toca-fita e rádio AM (não havia FM).
Dizia-se 'supimpa', que significa 'bacana'.
Pois é, dizia-se 'bacana', saca?
Os telefones tinham disco. Discava-se para alguém.
Depois, punha-se o aparelho no gancho. Telefone tinha gancho. E fio.
Se o seu filho estivesse no quarto dele e você no seu escritório,
você dava um berro pra chamar o guri, em vez de mandar um e-mail
ou um recado pelo MSN.
Estou falando de outro milênio, é verdade.
Mas o século passado foi ontem!
Isso tudo acontecia há apenas 20 ou 25 anos,
não mais do que o espaço de uma geração.
A vida ficou muito melhor.
Tudo era mais demorado, mais difícil, mais trabalhoso.
Então por que engolimos o almoço?
Então por que estamos sempre atrasados?
Então por que ninguém mais bota cadeiras na calçada?
Alguém pode me explicar onde foi parar o tempo que ganhamos?




Fonte: Site Meu Cantinho

segunda-feira, 7 de setembro de 2009

Salmos 32 ¶ [Masquil de Davi]

1 Bem-aventurado aquele cuja transgressão é perdoada, e cujo pecado é coberto.
2 Bem-aventurado o homem a quem o SENHOR não imputa maldade, e em cujo espírito não há engano.
3 Quando eu guardei silêncio, envelheceram os meus ossos pelo meu bramido em todo o dia.
4 Porque de dia e de noite a tua mão pesava sobre mim; o meu humor se tornou em sequidão de estio. (Selá.)
5 Confessei-te o meu pecado, e a minha maldade não encobri. Dizia eu: Confessarei ao SENHOR as minhas transgressões; e tu perdoaste a maldade do meu pecado. (Selá.)
6 Por isso, todo aquele que é santo orará a ti, a tempo de te poder achar; até no transbordar de muitas águas, estas não lhe chegarão.
7 ¶ Tu és o lugar em que me escondo; tu me preservas da angústia; tu me cinges de alegres cantos de livramento. (Selá.)
8 Instruir-te-ei, e ensinar-te-ei o caminho que deves seguir; guiar-te-ei com os meus olhos.
9 Não sejais como o cavalo, nem como a mula, que não têm entendimento, cuja boca precisa de cabresto e freio para que não se cheguem a ti.
10 O ímpio tem muitas dores, mas àquele que confia no SENHOR a misericórdia o cercará.
11 Alegrai-vos no SENHOR, e regozijai-vos, vós os justos; e cantai alegremente, todos vós que sois retos de coração.
VALE MUDAR DE HÁBITOS

Quando eu era menina, o chá de erva doce era usado para tudo que é doença e se tomava quando surgiam os primeiros sintomas. Tomava-se chá todos os dias. Os de erva doce, cidreira, boldo, camomila eram os mais comuns e não podiam faltar. Lembro-me que na minha casa tinha sempre depósitos bem abastecidos de tudo que é erva. Faziam-se infusão de raizes em água para ser tomada como tratamento na cura de várias doenças Esses hábitos saudáveis foram desaparecendo e sendo subistituidos pelos medicamentos alopatas. Era mais moderno. Os hábitos saudaveis desapareceram e se se perderam no tempo.
Vemos hoje uma tendência a se adotar hábitos mais saudáveis de alimentação, estilo de vida e medicina preventiva. Porém só uma minoria se preocupa com essas mudanças, pois a industria farmaceutica incentiva o uso de alopatia, com propagandas e amostras grátis, cujos objetivos são tão óbvios que nem ha necessidade de citá-los.
Cabe a nós, a geração dos chás, dos purgantes (povermina), do Oléo de Bacalhau e da Emulsão Scott, das bolinha homeopatas do Almeida Prado, retomar esses costumes e repassá-los ao nossos filhos e netos. Levemos isso a sério:

"O anis estrelado, amplamente cultivado na China, é o extrato-base (75%), da produção do comprimido Tamiflu, da Roche (empresa do antigo Secretário de Defesa dos EUA Donald Runsfield).
Mas, como é um pouco difícil encontrar o anis estrelado aqui no Brasil, podemos usar o nosso anis mesmo – a erva-doce – pois esta erva possui as mesmas substâncias, ou seja, o mesmo princípio ativo do anis estrelado, e age como anti-inflamatória, sedativo da tosse, expectorante, digestiva, contra asma, diarreia, gases, cólicas, cãibras, náuseas, doenças da bexiga, gastrointestinais, etc...
Seu efeito é rápido no organismo e baixa um pouco a pressão, devendo ser feito o chá c/apenas uma colher de café das sementes para cada 200ml de água, administrado uma a duas vzs dia, de preferência após uma refeição em q se tenha ingerido sal.
Se vc está lendo, ajude a divulgar o uso da erva-doce como preventivo do H1N1, ou mesmo como remédio a ser tomado imediatamente após os 1ºs sintomas de gripe, pois seu princípio ativo poderá bloquear a reprodução do vírus e mesmo evitar seu maior contágio."

domingo, 6 de setembro de 2009

HOMENAGEM A JOSÉ ALENCAR (vice-presidente)

Acabo de ler uma entrevista com o vice-presidente José Alencar. Se já o admirava, passei a admira-lo mais ainda, não só pelo fato de vir demonstrando o quando não tem se deixado abater pelo agravamento da sua enfermidade, nem tão pouco diminuído a sua fé num Deus que tudo pode, mas aceitado com muita humildade todos os dissabores pelos quais vem passando e tomando-os como lição. Destaquei algumas das suas declarações na entrevista, como forma de Homenagem e espero que sirva de lição para muitas pessoas:

"Estou preparado para a morte como nunca"


"O meu problema é o tumor. Tenho consciência de que o quadro é, no mínimo, dificílimo – para não dizer impossível, sob o ponto de vista médico. Mas, como para Deus nada é impossível, estou entregue em Suas mãos".

"Sinto a obrigação de ser absolutamente transparente quando me refiro à doença em público – ninguém tem nada a ver com o câncer do José Alencar, mas com o câncer do vice-presidente, sim. Um homem público com cargo eletivo não se pertence".

"Faço o máximo de esforço para trabalhar normalmente. O trabalho me dá a sensação de cumprir com meu dever. Mas, às vezes, preciso de ajuda".

"Você deveria me perguntar se eu sei o que é angústia. Eu lhe responderia o seguinte: desconheço esse sentimento. Nunca tive isso. Desde pequeno sou assim, e não é a doença que vai mudar isso".

"A doença me ensinou a ser mais humilde. Especialmente, depois da colostomia. A todo momento, peço a Deus para me conceder a graça da humildade. E Ele tem sido generoso comigo. Eu precisava disso em minha vida. Sempre fui um atrevido. Se não o fosse, não teria construído o que construí e não teria entrado na política".


"...a humildade se desenvolve naturalmente no sofrimento. Sou obrigado a me adaptar a uma realidade em que dependo de outras pessoas para executar tarefas básicas. Pouco adianta eu ficar nervoso com determinadas limitações. Uma das lições da humildade foi perceber que existem pessoas muito mais elevadas do que eu, como os profissionais de saúde que cuidam de mim".

"Cheguei à conclusão de que o que eu faço profissionalmente tem menos importância do que o que eles fazem. Isso porque meu trabalho quase não tem efeito direto sobre o próximo. Pensando bem, o sofrimento é enriquecedor".

"Quando eu era menino, tinha uma professora que repetia a seguinte oração: "Livrai-nos da morte repentina". O que significa isso? Significa que a morte consciente é melhor do que a repentina. Ela nos dá a oportunidade de refletir".

"Estou preparado para a morte como nunca estive nos últimos tempos. A morte para mim hoje seria um prêmio. Tornei-me uma pessoa muito melhor. Isso não significa que tenha desistido de lutar pela vida. A luta é um princípio cristão, inclusive. Vivo dia após dia de forma plena. Até porque nem o melhor médico do mundo é capaz de prever o dia da morte de seu paciente. Isso cabe a Deus, exclusivamente".

Parabéns José Alencar pelo exemplo que vem dando. No dia em que aprover a Deus levá-lo, que parta sorrindo como tem feito, e Descanse em Paz!

sábado, 5 de setembro de 2009
















Aqui alguns Sonetos de Eno Wanke, os quais dedico aos meus filhos amados: Márcio, Laura e Sérgio.

PSI

Nem sabes, filho meu, quanto prazer
me causas, quando observo que desponta
em ti uma juventude alegre e pronta
à nítida conquista de viver!

Já fui exuberante assim, um ser
risonho, todo envolto em faz-de-conta
— e às vezes minha mãe surgia, tonta
das traquinagens feitas sem querer...

Revivo os tempos do meu tempo, e sei
definitivamente o que é ser rei
singrando os mares do sentir risonho...

És meu caminho de ontem, eu-menino,
e quero apenas, filho, que o destino
te faça tudo aquilo que eu te sonho!



EPÍLOGO

As flores, esmagadas pelo duro
caminho em nossos passos, tão floridos,
deixaram seus perfumes coloridos
em tudo o que procuras e procuro.

Felicidade é um fruto já maduro,
e a vida nos encontra já sofridos...
Os filhos, tão sonhados e vividos,
já podem caminhar pelo futuro!

Agora, ao som do tilintar das taças
felizes, neste festival de graças
que nosso lar recebe do Senhor,

só peço a Deus que afaste a nuvem triste,
conserve em nós a luz que em nós existe,
e seja amor, completamente amor!



APELO

Eu venho da lição dos tempos idos
e vejo a guerra no horizonte armada.
Será que os homens bons não fazem nada?
Será que não me prestarão ouvidos?

Eu vejo a Humanidade manejada
em prol dos interesses corrompidos.
É mister acabar com esta espada
suspensa sobre os lares oprimidos!

É preciso ganhar maturidade
no fomento da paz e da verdade,
na supressão do mal e da loucura...

Que a estrutura econômica da guerra
se faça em pó! E que reinem sobre a terra
os frutos do trabalho e da fartura!
PENSAMENTOS DA SEMANA

(Numa homenagem a Eno Teodoro Wanke (nasceu em Ponta Grossa, PR, Brasil, dia 28 de junho de 1929 - Rio de Janeiro, 28 de maio de 2001) foi engenheiro e poeta brasileiro).


"Só depois que o passado passou é que a gente descobre o quanto ele foi bom enquanto durou." Eno Teodoro Wanke (engenheiro e poeta paranaense)

"Um livro pode ser nosso sem nos pertencer. Só um livro lido nos pertence realmente".

"Quem ri por último perdeu todo o tempo que passou sem rir."


"Entre a notícia e o boato a diferença é que a notícia pode ser forjada."

"Em briga de marido e mulher, não se mete a colher, pois o demônio já lá andou metendo o garfo."

"O elevador é um inesperado ponto de reunião onde se reúnem pessoas que nunca cogitavam se reunir um dia."

"A máquina do tempo existe. Serve para fazer os pespontos dos segundos no tecido do tempo. O relógio é a máquina de costurar o tempo."

"Televisão - um monólogo colorido que não deixa ninguém conversar."

"Antes de os relógios existirem, todos tinham tempo. Hoje, todos têm relógios."


"A máquina do tempo existe. Serve para fazer os pespontos dos segundos no tecido do tempo. O relógio é a máquina de costurar o tempo."