sábado, 23 de outubro de 2010

Sucos Poderosos soltam o intestino e refrescam
Três receitas deliciosas para acabar com a prisão de ventre
Por Minha Vida Publicado em 2/3/2009

Suco Refrescante

Ingredientes
- 2 pires de rúcula picada
- 2 laranjas sem sementes -
1/2 copo de água
- 1 colher (sopa) de açúcar

Modo de Preparo
Coloque todos os ingredientes no liquidificador e bata. De preferência, tome sem coar.

Saiba mais!
A rúcula contém poucas calorias e muitas fibras. É uma hortaliça rica em vitaminas A e C, além de ser uma boa fonte o cálcio, ferro, enxofre, potássio e ômega 3. A laranja contém fibras e é a fruta com o mais alto nível de antioxidantes. Ela apresenta propriedades antiinflamatórias e inibe a formação de coágulos no sangue.

Rendimento: 1 copo
Análise calórica e nutricional (por copo)
Calorias: 228 Kcal
Carboidratos: 56,1 g
Proteínas: 3,8 g
Gorduras: 1,9 g
Fibras: 7,8 g

Vitamina Deliciosa
Ingredientes
- 1 unidade média de mamão papaya
- 2 laranjas sem sementes
- 1 colher (sopa) de semente de linhaça
- 1 colher (sopa) de açúcar

Modo de Preparo
Coloque todos os ingredientes no liquidificador e bata. De preferência, tome sem coar.

Rendimento: 1 copo
Análise calórica e nutricional (por copo)
Calorias: 401,2 Kcal
Carboidratos: 81,9 g
Proteínas: 7,8 g
Gorduras: 8,1 g
Fibras: 16,9 g

Saiba mais!
A laranja é rica em fibras e o mamão papaya possui uma substância chamada papaína que estimula a mucosa intestinal de maneira natural, facilitando os movimentos de expulsão das fezes. A linhaça, além de ótima para o intestino, previne o envelhecimento precoce e as doenças degenerativas.

Vitamina cremosa
Ingredientes
- 2 ameixas pretas sem caroço
- 1 pote de iogurte desnatado 0% de gordura
- 1 colher (sopa) de aveia
- 1 colher (sopa) de açúcar


Modo de Preparo
Coloque todos os ingredientes no liquidificador e bata. De preferência, tome sem coar.
Rendimento: 1 copo
Análise calórica e nutricional (por copo) Calorias: 199,1 Kcal Carboidratos: 35,2 g Proteínas: 10,3 g Gorduras: 2,0 g Fibras: 13,7 g

Saiba mais! A ameixa é laxativa graças ao seu conteúdo em fibra, especialmente pectina. A pectina tem ação cicatrizante, diminui o colesterol e ajuda na digestão. A aveia é rica em fibras e aumenta o bolo fecal, facilitando a expulsão das fezes. Dicas de saúde A adição de linhaça, aveia, lecitina de soja e fibras solúveis pode ser feita em qualquer uma das receitas para aumentar a quantidade de fibras e, portanto, a eficácia dos sucos. Prefira ingerir os sucos sem coar, para que todas as fibras dos alimentos sejam aproveitadas pelo organismo. O iogurte pode ser substituído por leite fermentado (Yakult, Chamyto).

terça-feira, 19 de outubro de 2010

Deixe as ilusões para trás e veja o ponteiro da balança descer
Abandone os pensamentos típicos e errados de quem faz dieta
Por Minha Vida Publicado em 13/2/2008 Revisado em 3/9/2010


Ao dar a largada da reeducação alimentar, algumas idéias que costumam rondar o dia-a-dia de quem está de dieta podem chegar até você. Além de atentar ao cardápio, espantar as ilusões típicas do processo de emagrecimento é fundamental para atingir sua meta. Para ajudá-la a desmascarar as farsas, a responsável pela equipe nutricional do Minha Vida, Roberta Stella, montou uma lista com cinco delas. Saiba como agir contra os pensamentos ilusórios.

Ilusão: Depois de atingir a meta, o cardápio não precisa mais ser controlado.Além de enganadora, a idéia pode resultar na volta dos quilos perdidos, fazendo o esforço da dieta ir por água abaixo. Ao conseguir emagrecer, muita gente retoma, gradativamente, os hábitos alimentares errôneos , alerta Roberta. O resultado não poderia ser outro, a não ser a subida do ponteiro da balança.

Se você aumentar a ingestão de calorias e diminuir a prática de atividade física, o ganho de peso será notado , exemplifica. Para não tropeçar nessa ilusão, a nutricionista do Minha Vida aconselha a encarar a dieta como uma transição para seguir um cardápio saudável por toda a vida, cometendo excessos esporadicamente.

Ilusão: Determinação é suficiente para ver o ponteiro da balança descer. O papel da força de vontade é indiscutível quando falamos de emagrecimento. É a determinação que faz você resistir a um delicioso bolo de chocolate e colocar seu objetivo em primeiro plano. Porém, nem tudo gira em torno dela. É necessário ter noções sobre o que são pratos balanceados, em vez de simplesmente fechar a boca , atenta a nutricionista.

Roberta aconselha ainda a evitar promessas difíceis de serem cumpridas para não sofrer com frustrações posteriores. Nada de querer eliminar uma grande quantidade de peso em um curto período de tempo. Trabalhe com a perda de quatro quilos por mês. Some a isso, disciplina para manter um cardápio equilibrado e praticar exercícios físicos, aponta o caminho do emagrecimento saudável.

Ilusão: Todos os problemas somem junto com os quilos extras. É fato que a insatisfação com o peso acarreta outros problemas, como os ligados à saúde e à aceitação da imagem corporal. Mas essa relação pode causar uma confusão grande. Emagrecer melhora a auto-estima, a saúde e, assim, a qualidade de vida das pessoas , enumera a especialista. Ela ressalta que as melhoras no corpo são visíveis, mas se os problemas estiverem relacionados a fatores emocionais, só o emagrecimento pode não resolver.

Roberta diz também que é importante lembrar que as mudanças acontecem a longo prazo e não devem ser feitas apenas na fase de eliminação de peso. A manutenção dos hábitos é fundamental. Assim como é necessário estar emocionalmente preparado para tais mudanças no estilo de vida, completa.




Ilusão: Exercícios permitem calorias a mais no prato. Existe uma tendência de superestimar o gasto calórico decorrente da atividade física e subestimar as calorias obtidas pela alimentação, constata Roberta. Ela alerta que caminhar por uma hora e, em seguida, se presentear com um doce, coloca todo o esforço da atividade física a perder.

A especialista lembra que os exercícios entram em cena como complemento da dieta. Seguir um programa alimentar não exclui a necessidade de praticar exercícios. Assim como as atividades físicas não fazem com que o cuidado com a alimentação seja menor. O segredo é aliar os dois, de acordo com o perfil de cada pessoa, completa.

Ilusão: Situações fora da rotina são motivos para sair da dieta. Aniversários, festas em família e encontro com os amigos sempre farão parte da sua vida social. Se você transformar tais eventos em pretexto para se esbaldar nas tentações, certamente, vai comprometer seu projeto de emagrecimento. Quando você depara com alimentos que não estavam previstos no cardápio de redução de peso, é fundamental fazer as opções certas e controlar quantidade do que for ingerido, dá a dica Roberta.

Mais um conselho da nutricionista do Minha Vida é saber dizer não para ofertas muito calóricas e para a insistência de amigos ou familiares. É comum as pessoas que ofertam os alimentos insistirem, dizendo que só um dia não faz mal. Nessa hora, pense em sua meta e no que deseja para si, incentiva.

Refrigerantes "magros" Roberta explica que consumir um pouquinho de cada alimento é outra armadilha. Principalmente quando falamos de preparações mais calóricas. Uma porção pequena de cada alimento pode somar um valor calórico excessivo no final de uma festa, exemplifica. Para não correr esse risco, a nutricionista afirma que a moderação deve estar em primeiro plano.

Em vez de comer três fatias pequenas de diferentes tipos de bolo, prefira uma fatia média do seu bolo preferido. Ainda de acordo com ela, as situações que fogem da rotina alimentar podem ser benéficas para a dieta. A partir delas, você consegue verificar o quanto está empenhada para mudar a alimentação e ter um estilo de vida mais saudável.

Tirado do site minha vida

sábado, 16 de outubro de 2010

Setenta vezes sete
© Letícia Thompson



Temos o direito de errar ao longo da nossa vida. Guiados pelo coração ou emoções que controlam o que nosso juízo deveria controlar, vamos de tropeço em tropeço. Não estamos condenados eternamente porque somos humanos.

O que não podemos, portanto, é repetir vezes e vezes os mesmos erros e achar a cada vez que tudo pode ser justificado. Errar? Pecar? Faz parte, infelizmente, do caminho, da quota de cada um.

Quando cometemos nossos deslizes e que a vida nos dá uma nova oportunidade de recomeçar, é loucura pensar que o perdão nos é devido indefinidamente e querer, de forma absurda, atingir o setenta vezes sete.

Cada pessoa e cada coisa tem seu limite. Repetir erros e enganos contra os que nos amam simplesmente porque sabemos que um coração que ama sabe perdoar, é abusar da confiança que depositam em nós, é desrespeitar o outro como pessoa.

Suportar e suportar erros em nome do amor pode parecer heróico. O perdão é algo que exige de nós uma força quase inhumana e sabemos bem que para realmente perdoar precisamos abandonar o nosso eu que pede justiça.

Mas não temos o direito de brincar com os sentimentos dos outros e nem permitir que brinquem com os nossos. Deslizar e cair uma vez, duas, pode acontecer, mas à partir do momento que isso se torna um hábito é que algo está muito errado.

Devemos aprender a dizer "não" quando isso significa reinvindicar o respeito próprio.

Cada um tem o direito de viver com dignidade e não podemos ser nada para o mundo se já não somos capazes de nos olhar no espelho e sustentar nosso próprio olhar.

Ame o mundo e ame ao outro. E ame-se também, assim como amou e ama Aquele que te criou.

Perdoe e perdoe-se! E não pare no caminho, nem olhe para trás. Há diante de nós um Éden que nos espera e devemos viver de maneira a sermos dignos de passar por essa porta.


Letícia Thompson
Acabe com as pegadinhas que envolvem a alimentação saudável

Nem sempre ter um prato verdinho é garantia de que você está se alimentando direito.
Você pensa que ter uma alimentação saudável é sempre positiva? Pois, saiba que, assim como tudo o que é exagero faz mal, não poderia ser diferente em relação aos hábitos alimentares saudáveis. A nova onda de comida orgânica e livre de gordura trans pode estar difundindo na cabeça das pessoas a essencialidade dos bons hábitos alimentares. Isso é bom, mas o que dizer quando a diferença entre preocupação com a alimentação vira obsessão? Acredite, isso já foi notado na população e está sendo chamado pelos especialistas de ortorexia.

A chamada ortorexia nervosa é caracterizada pela obsessão patológica pelo consumo de alimentos saudáveis e pelos cuidados com os alimentos. Segundo os especialistas, isso é prejudicial porque acaba interferindo em vários aspectos da vida da pessoa, tanto em relação ao tempo em que ela fica refém de preparar e escolher os alimentos, quanto ao convívio social. "A pessoa passa a não fazer refeições fora de casa, a não comer nada preparado por outra pessoa, ela se incomoda com os hábitos dos outros, ou seja, ela acaba perdendo o limite do que é cuidar da saúde e o que é obsessão", explica a nutricionista da Unifesp, Camila Leonel.


Porém, a ortorexia é um conceito muito recente e ainda não é classificada como um distúrbio alimentar por falta de critérios para o diagnóstico. No entanto, o aparecimento dessa alteração do comportamento alimentar chama atenção para uma tendência do medo coletivo em relação à comida. "As pessoas estão ficando mais preocupadas com a qualidade de vida e com a saúde, mas acabam exagerando quando pensam que a alimentação se tornou algo ruim", diz a nutricionista da Unifesp.

Comer bem e direito não significa ter que excluir itens do cardápio, mas saber agrupar, combinar e reorganizar o cardápio de acordo com as necessidades e restrições de cada um. Para que você entenda melhor o que é preciso para ter uma alimentação realmente saudável, sem cair nas pegadinhas de senso comum e para celebrar o Dia Mundial da Alimentação, comemorado nesta sexta-feira (16), o Minha Vida foi desvendar algumas questões. Confira:

1.Cortar de vez doces e gorduras

Errado. Muitas pessoas pensam que para reeducar a alimentação é preciso cortar o mal pela raiz. Porém, como ensina a nutricionista da Unifesp, Camila Leonel, comer guloseimas e gordura eventualmente não quer dizer ter uma alimentação ruim. "Existe uma faixa de consumo de gordura e de doces aceitável para se consumir todos os dias. Ninguém está livre de comer um doce ou de usar óleo para fazer comida. O problema é só quando isso passa a ser exagero", ensina a nutricionista. Na alimentação saudável entra de tudo. Por isso, não é nenhum crime querer um docinho de vez em quando.


2.Quanto menos calorias melhor

As calorias são grandes inimigas de quem resolve fazer dieta? Não necessariamente. Segundo Camila Leonel quem quer ter uma alimentação saudável não precisa ficar se preocupando demais com as calorias. "Às vezes temos produtos alimentares que são mais calóricos e mais vantajosos. Um bom exemplo é um pão de forma normal e um pão de forma integral. O integral é até mais calórico, porém a quantidade de fibras compensa as calorias extras e acaba sendo melhor optar pelos integrais." É sempre melhor avaliar quais benefícios os alimentos podem trazer ao organismo em vez da quantidade de calorias que ele vai trazer.

3.Só na saladinha

Dica: não fique. Se você pretende ter realmente uma alimentação saudável, não pode focar apenas em um grupo alimentar. Aqui cabe definir que a lógica da alimentação completa e equilibrada é, como ensina Camila Leonel, incluir no cardápio um pouco de cada grupo alimentar, ou seja, uma fonte de energia, vitaminas, minerais e proteínas. Se você ficar só na salada, dificilmente vai conseguir satisfazer todas as necessidades de nutrientes do seu organismo. Sem contar que uma hora vai enjoar de fazer sempre a mesma refeição.


Tem gente que faz uma verdadeira guerra contra eles. Mas, será que é válido dedicar todos os nossos esforços no combate aos industrializados ou é mais vantagem tentar controlar a qualidade e a quantidade do que ingerimos? É praticamente impossível viver apenas consumindo produtos naturais, por isso, a consciência de que ser saudável é equilibrar é, novamente, muito importante. Uma vez ou outra consumir um produto congelado ou enlatado não é problema, desde que se controle os excessos e se evite aqueles produtos que fazem mal especificamente para o seu organismo.

5.Não gosto disso e não me faz falta

Dependendo do alimento, sim, você pode seguir seu desejo e evitá-lo. Desde que você ache um substituto equivalente.
"Se a pessoa apresenta uma resistência aos legumes, por exemplo, o ideal é que ele consuma bastantes frutas, que pertencem ao mesmo grupo alimentar. Mas, essa medida é a curto prazo, porque o trabalho que fazemos a longo prazo ensina que uma pessoa precisa começar a experimentar novos sabores para agregá-los à alimentação, propiciando variedade", ensina a nutricionista.


6.Ser vegetariano é ser mais saudável

Não necessariamente. Um dos maiores mitos que se criou hoje em dia é em relação à comida vegetariana. Aqueles que resolvem aderir de vez o cardápio precisam ficar atentos se não estão fazendo as substituições erradas na hora de se alimentar. De acordo com o endocrinologista Fillipo Pedrinola, especialista do Minha Vida, a dieta vegetariana é caracterizada por níveis reduzidos de gorduras saturadas, colesterol e proteínas animais, e níveis superiores de carboidratos, fibras, potássio e antioxidantes. Mas isso não significa que os vegetarianos não engordem. "É frequente vermos vegetarianos acima do peso. Isso ocorre, na maioria dos casos, porque a dieta puramente vegetariana muitas vezes não é capaz de suprir a quantidade necessária de proteínas, a menos que seja muito bem orientada", afirma ele.

7.Queime todos os carboidratos

Como toda fonte de energia, os carboidratos servem para serem gastos. Mas, alto lá: não se esqueça de repor tudo de volta. "Carboidratos são essenciais para o organismo, na medida em que são responsáveis por atividades corriqueiras como andar, correr e trabalhar", aponta Camila.


As pessoas costumam achar que precisam bani-los da dieta para não engordar. Tem até dieta que propõe cortes desse grupo. Mas isso, além de ser um erro, pode comprometer a saúde, uma vez que sua ingestão também alimenta as células do corpo, em especial as do sistema nervoso central. "Carboidratos não podem ser cortados da dieta. Muito pelo contrário, é recomendado seguir uma alimentação que forneça pelo menos 50% do seu total calórico deste grupo alimentar", ensina Camila Leonel.


Tirado do site minhavida.com.br

quarta-feira, 25 de agosto de 2010

Limites do corpo



Se você pertence ao grupo que adere ao lema "quanto mais malhar, melhor", cuidado. Nem sempre o exagero nos exercícios é sinal de saúde. Pelo contrário. O excesso de atividades físicas aliado a uma alimentação inadequada podem acelerar o envelhecimento das células. A prática de esportes em uma determinada época, como o verão por exemplo, também não é recomendada, sobretudo para os que já passaram dos cinqüenta, pelo esforço excessivo. Equilíbrio é o lema.


Para compreender esse processo, é preciso conhecer os Radicais Livres de Oxigênio (RLO). Conforme explica o professor Danilo Wilhelm Filho, do Departamento de Ecologia e Zoologia da Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC), os RLO são moléculas produzidas pelo próprio metabolismo e pela utilização do oxigênio na respiração celular. Têm uma duração muito curta, menor do que a de um estalar de dedos, mas detonam qualquer substância próxima.


De acordo com Danilo, além de os radicais livres estarem relacionados com o envelhecimento, existem ainda cerca de 200 patologias ligadas a eles. As doenças cardiovasculares, que mais matam no mundo, são uma prova. "Os RLO agem na formação do ateroma, placa responsável pelo entupimento das artérias, que as pessoas pensam apenas se tratar de gordura", explica o professor. A catarata também é causada pelos radicais livres, que oxidam o tecido conjuntivo.



Para proteger as células da ação dos RLO, todos os organismos aeróbios (que utilizam oxigênio) possuem um sistema de defesa anti-oxidante. As enzimas são um exemplo. Para cada radical livre produzido, (cerca de 20 bilhões diários por cada célula), são lançados vários anti-oxidantes para combatê-lo. Além dos nossos "defensores" naturais, existem ainda os anti-oxidantes obtidos por meio de uma alimentação rica, como a vitamina E, encontrada em nozes, avelã, gérmen de trigo e brócolis, entre outros. O licopeno (presente no tomate, em algumas verduras e em frutas como mamão e goiaba) e os flavonóides (encontrados na casca da uva, verduras, chá preto e hortaliças) também possuem ação anti-oxidante.


Durante um exercício físico intenso, o corpo utiliza muito oxigênio e, desta forma, produz mais radicais livres. É o chamado stress oxidativo. Com esse aumento, o nosso corpo, por si só, não consegue combatê-los. Por isso, se a atividade física for em excesso, com longa duração, e a alimentação não for adequada, com o passar dos anos o efeito nas células será grande e o envelhecimento, rápido.


"Com o avanço da idade, o sistema anti-oxidante tende a regredir. Portanto, se a alimentação é ruim e o esporte aeróbico é feito em excesso com longa duração, isso será cobrado depois. Alguns maratonistas profissionais chegam aos 60 anos com aspecto de 80", alerta Danilo. Segundo ele, todo atleta de alta performance precisa de uma suplementação vitamínica para amenizar os efeitos do envelhecimento.


Assim como a atividade em excesso é perigosa, os que correm para as academias apenas no verão e os "peladeiros de fim de semana" também estão em risco. Não de envelhecer apenas, mas de ter um infarte, devido ao excesso de esforço. "Essa prática não é recomendada, sobretudo para quem já passou dos cinqüenta, quando um inarte do miocárdio pode ser fulminante. O ideal é, além de uma boa dieta, exercícios regulares", defende o professor da UFSC. Para essa faixa etária, ele sugere caminhadas em vez de corrida, porque reduz o stress oxidativo. "Se o indivíduo se cuidou sempre, e adotou uma boa alimentação, viverá mais e com saúde".


Fonte: Portal Mais de 50
21 exercícios de neuróbica que deixam o cérebro afiado
Evitar fazer tudo no automático ajuda a turbinar a memória e a concentração
Por Natalia do Vale Publicado em 24/5/2010



O cérebro também vai perdendo sua capacidade produtiva ao longo dos anos e, se não for treinado com exercícios, pode falhar. O neurocientista norte-americano, Larry Katz, autor do livro Mantenha seu Cérebro Vivo, criou o que é chamado de neuróbica, ou seja, uma ginástica específica para o cérebro.

A teoria de Katz é baseada no argumento de que, tal como o corpo, para se desenvolver de forma equilibrada e plena, a mente também precisa ser treinada, estimulada e desenvolvida. É comum não prestamos atenção naquilo que fazemos de forma mecânica, por isso costumamos esquecer das ações que executamos pouco tempo depois.

"O objetivo da neuróbica é estimular os cinco sentidos por meio de exercícios, fazendo com que você preste mais atenção nas suas ações e então, melhore seu poder de concentração e a sua memória", explica a psicóloga especialista em análise comportamental e cognitiva, Mariuza Pregnolato. "Não se trata de acrescentar novas atividades à sua rotina, mas de fazer de forma diferente o que é realizado diariamente".


Para o neurologista da Unifesp Ivan Okamoto, tais exercícios ajudam a desenvolver habilidades motoras e mentais que não costumamos ter em nosso dia a dia, porém, tais habilidades em nada se relacionam com a memória.

"Se você é destro e começa a escrever com a mão esquerda, desenvolverá sua coordenação motora de modo a conseguir escrever com as duas mãos e caso um dia, tenha algum problema que limite a escrita com a mão direita, terá a esquerda bem capacitada para isso. Mas o fato de praticar este tipo de exercício não significa que você se verá livre de problemas como esquecer de pagar as contas, tomar o remédio, ou algo do gênero", explica o especialista.

Como funciona a neuróbica?
A neuróbica consiste na inversão da ordem de alguns movimentos comuns em nosso dia a dia, alterando nossa forma de percepção, sem, contudo, ter que modificar nossa rotina. O objetivo é executar de forma consciente as ações que levam à reações emocionais e cerebrais. São exercícios que vão desde ler ao contrário até conversar com o vizinho que nunca dá bom dia, mas que mexem com aspectos físicos, emocionais e mentais do nosso corpo. "São esses hábitos que ajudam a estimular a produção de nutrientes no cérebro desenvolvendo suas células e deixando-o mais saudável", explica Mariuza Pregnolato.

Quanto mais o cérebro é treinado, mais afiado ele ficará, mas para isso não precisa se matar nos testes de QI ou nas palavras cruzadas para ter resultados satisfatórios. "Estas atividades funcionam, mas a neuróbica é ainda mais simples. Em vez de se inscrever em um super desafio de matemática e ficar decorando fórmulas, que tal vestir-se de olhos fechados ou andar de trás para frente?", sugere a especialista. A proposta da neuróbica é mudar o comportamento rotineiro para "forçar" a memória. Por isso, é recomendável virar fotos de cabeça para baixo para concentrar a atenção ou usar um novo caminho para ir ao trabalho.




O papel dos sentidos
O programa de exercícios da neuróbica oferece ao cérebro experiências fora da rotina, usando várias combinações de seus sentidos - visão, olfato, tato, paladar e audição, além dos "sentidos" de cunho emocional e social.

"Os exercícios usam os cinco sentidos para estimular a tendência natural do cérebro de formar associações entre diferentes tipos de informações, assim, quando você veste uma roupa no escuro, coloca seus sentidos em sinal de alerta para a nova situação. Se a visão foi dificultada, e é isso que faz com que você sinta o efeito dos exercícios, outros sentidos serão aguçados como compensação", explica Mariuza.

Para estimular o paladar, uma dica bacana é fazer combinações gastronômicas inusitadas. Já pensou em misturar doce com salgado? Maionese com leite condensado?

Saiba Mais
Faça sua avaliação de expectativa de vida

Dança ativa memória nos idosos

Descansar faz bem à memória

Corpinho de 40 e mente de 20!
A neuróbica não vai lhe devolver o cérebro dos vinte anos, mas pode ajudá-lo a acessar o seu arquivo de memórias. "Não dá para aumentar nossa capacidade cerebral, o que acontece é que com os exercícios você consegue ativar áreas do seu cérebro que deixou de usar por falta de treino", explica Mariuza.

"Você só estimula o cérebro se o exercita, por isso quem sempre esteve atento a esta questão terá menos problemas de saúde cerebral, como demência e doenças cognitivas, como Alzheimer".

21 dicas para você montar seu treino
O desafio da neuróbica é fazer tudo aquilo que contraria ações automáticas, obrigando o cérebro a um trabalho adicional, por isso:

1-Use o relógio de pulso no braço direito;

2-Ande pela casa de trás para frente;

3-Vista-se de olhos fechados;

4-Estimule o paladar, coma comidas diferentes;

5-Leia ou veja fotos de cabeça para baixo concentrando-se em pormenores nos quais nunca tinha reparado;

6-Veja as horas num espelho;

7-Troque o mouse do computador de lado;

8-Escreva ou escove os dentes utilizando a mão esquerda - ou a direita, se for canhoto;

9-Quando for trabalhar, utilize um percurso diferente do habitual;

10-Introduza pequenas mudanças nos seus hábitos cotidianos, transformando-os em desafios para o seu cérebro;

11-Folheie uma revista e procure uma fotografia que lhe chame a atenção. Agora pense 25 adjetivos que ache que a descrevem a imagem ou o tema fotografado;

12-Quando for a um restaurante, tente identificar os ingredientes que compõem o prato que escolheu e concentre-se nos sabores mais subtis. No final, tire a prova dos nove junto ao garçom ou chef;


13-Ao entrar numa sala onde esteja muita gente, tente determinar quantas pessoas estão do lado esquerdo e do lado direito. Identifique os objetos que decoram a sala, feche os olhos e enumere-os;

14-Selecione uma frase de um livro e tente formar uma frase diferente utilizando as mesmas palavras;

15-Experimente jogar qualquer jogo ou praticar qualquer atividade que nunca tenha tentado antes.

16-Compre um quebra cabeças e tente encaixar as peças corretas o mais rapidamente que conseguir, cronometrando o tempo. Repita a operação e veja se progrediu;

17-Experimente memorizar aquilo que precisa comprar no supermercado, em vez de elaborar uma lista. Utilize técnicas de memorização ou separe mentalmente o tipo de produtos que precisa. Desde que funcionem, todos os métodos são válidos;

18-Recorrendo a um dicionário, aprenda uma palavra nova todos os dias e tente introduzi-la (adequadamente!) nas conversas que tiver;

19-Ouça as notícias na rádio ou na televisão quando acordar. Durante o dia escreva os pontos principais de que se lembrar;

20-Ao ler uma palavra pense em outras cinco que começam com a mesma letra;

21-A proposta é mudar o comportamento rotineiro. Tente, faça alguma atividade diferente com seu outro lado do corpo e estimule o seu cérebro. Se você é destro, que tal escrever com a outra mão?


Hábitos saudáveis
Outra atitude indispensável para manter a memória sempre afiada, é prestar atenção na qualidade de vida. O neurologista Ivan Okamoto sugere um estilo de vida mais tranquilo, com alimentação balanceada, sem vícios e com a prática regular de exercícios físicos para manter o corpo e a mente saudáveis.

"A melhor maneira de manter a memória em dia é cuidar da saúde, por isso é importante evitar cigarro e bebidas alcoólicas, seguir uma dieta equilibrada, praticar exercícios e exercitar o cérebro. Manter a atividade mental, seja trabalhando ou participando de alguma atividade em grupo, ajuda a elevar a autoestima e deixar a memória a todo vapor", explica o especialista.

quinta-feira, 1 de julho de 2010

"Você nunca realmente perde até parar de tentar."
Mike Ditka

"Se me pedissem que desse um único conselho que fosse mais útil para a humanidade, seria este: espere alguma dificuldade como uma parte inevitável da vida, e quando ela chegar fique com a cabeça erguida, olhe-a direto nos olhos e diga: - Eu vou ser maior do que você.Você não pode me derrotar". Ann Landers

A história costuma exaltar os indivíduos que chegaram ao topo ou que, de alguma forma, tornaram o mundo melhor. Seria um erro acreditar que nossos heróis calcularam cada movimento, encaixando deliberadamente cada peça do quebra-cabeça da vida.

Na realidade muitos deles enfrentaram mudanças - inesperadas ou indesejadas - que exigiram muita coragem. Mesmo assim, eles não deixaram que as circunstâncias os impedissem de atingir seus objetivos.

Enfrentar algumas das mais duras realidades da vida requer coragem. Winston Churchill via na coragem um ponto de partida. Ele disse: "A coragem é a primeira entre as qualidades humanas, porque é a qualidade que garante todas as outras". Ele não estava falando apenas de coragem em termos épicos - aquela associada a personalidades famosas e grandes acontecimentos - mas da coragem do dia-a-dia.
"A vida é dura... e nem sempre é justa. Mas isso não quer dizer que ela não possa ser boa, gratificante e prazerosa."

Mais do que qualquer outra coisa, coragem é uma decisão. É a decisão de ir fundo e em busca do nosso próprio caráter, de achar a fonte de nossa força quando a vida nos decepciona. É a decisão que temos de tomar se queremos nos tornar plenamente humanos.

Ludwig Van Beethoven é um dos nomes mais conhecidos da história da música. Nascido em 1770 em Bonn, na Alemanha, filho de um tenor e músico da corte, o jovem Beethoven não levava uma vida luxuosa. Aos oito anos ele fez sua primeira apresentação em público como pianista. Apesar do talento prodigioso, Beethoven era maltratado pelo pai dominador, rabugento e bêbado, que o forçava a tocar para divertimento de seus amigos.

Quanto mais o velho Beethoven tentava conciliar o ciúme que sentia do talento do filho com o desejo de que ele fosse bem sucedido, mais ele se tornava violento. Em 1787, Beethoven partiu rumo a Viena para estudar com os mestres. Ignorante quanto aos costumes da alta sociedade e descuidado com a própria aparência, ele não se entrosava com os sofisticados músicos Vienenses.

Mesmo assim, logo ganhou fama de pianista brilhante. Quando sua estrela começava a subir, a morte de sua mãe obrigou-o a voltar para Bonn, onde assumiu a responsabilidade de ajudar a família. Ao retornar a Viena alguns anos mais tarde, Beethoven buscou orientação com Haydn e outros compositores proeminentes da época, como Albrechtsberger e Salieri. Logo, ele estava criando sinfonias e executando suas próprias composições ao piano.

Quando tudo parecia dar certo, algo começou a dar muito errado: aos trinta e poucos anos, Beethoven começou a ter problemas de audição. Um distúrbio inicialmente sutil foi piorando rapidamente até que, em poucos anos, ele ouvia apenas sons distorcidos e não conseguia distinguir qualquer som alto. A cruel ironia da situação - o músico que não podia mais ouvir a própria música - levou Beethoven ao desespero profundo.

Embora não pudesse continuar a tocar, Beethoven não dobrou suas partituras e procurou isolar-se do mundo. Ele sabia que ainda podia compor. E dedicou-se a compor sob uma perspectiva ainda mais complexa e apaixonada. Esse fôlego renovado resultou na terceira sinfonia, a Heróica, que agitou o mundo da música.

Paradoxalmente à medida que sua audição se deteriorava, sua música florescia. Ele concluiu dois de seus maiores trabalhos - a Quinta e a Sexta Sinfonia - em 1808, e em 1823 compôs a Nona Sinfonia. Inspirado no grande poema de Schiller, Ode à Alegria, a Nona Sinfonia personificou os ideais do Iluminismo, desde a declaração de independência até a ciência emergente da era industrial. Escrita por um compositor quase completamente surdo é considerada uma das maiores obras de arte já realizadas.

Se Beethoven tivesse se deixado subjugar pela perda auditiva, ele e o mundo teriam perdido um importante marco para o progresso humano. Por sorte, a natureza concedeu-lhe uma dádiva tão preciosa quanto seu gênio musical: a coragem de enfrentar mudanças devastadoras, recusando-se a deixar seu talento murchar por causa de um golpe do destino.

O teólogo Paul Tillich definiu este tipo de coragem como a verdadeira coragem, que consistia em dizer sim à vida apesar da dor e de todas as dificuldades que fazem parte da existência humana. Ele disse que era preciso demonstrar coragem diariamente para encontrar algo definitivamente positivo e significativo, tanto a respeito da vida como de nós mesmos.

A vida é dura... e nem sempre é justa. Mas isso não quer dizer que ela não possa ser boa, gratificante e prazerosa. Ainda há muitas razões para dizer sim à vida.
Por:
Daniel C. Luz
Autor dos livros Insight I e Insight II DVS Editora