quarta-feira, 25 de agosto de 2010

21 exercícios de neuróbica que deixam o cérebro afiado
Evitar fazer tudo no automático ajuda a turbinar a memória e a concentração
Por Natalia do Vale Publicado em 24/5/2010



O cérebro também vai perdendo sua capacidade produtiva ao longo dos anos e, se não for treinado com exercícios, pode falhar. O neurocientista norte-americano, Larry Katz, autor do livro Mantenha seu Cérebro Vivo, criou o que é chamado de neuróbica, ou seja, uma ginástica específica para o cérebro.

A teoria de Katz é baseada no argumento de que, tal como o corpo, para se desenvolver de forma equilibrada e plena, a mente também precisa ser treinada, estimulada e desenvolvida. É comum não prestamos atenção naquilo que fazemos de forma mecânica, por isso costumamos esquecer das ações que executamos pouco tempo depois.

"O objetivo da neuróbica é estimular os cinco sentidos por meio de exercícios, fazendo com que você preste mais atenção nas suas ações e então, melhore seu poder de concentração e a sua memória", explica a psicóloga especialista em análise comportamental e cognitiva, Mariuza Pregnolato. "Não se trata de acrescentar novas atividades à sua rotina, mas de fazer de forma diferente o que é realizado diariamente".


Para o neurologista da Unifesp Ivan Okamoto, tais exercícios ajudam a desenvolver habilidades motoras e mentais que não costumamos ter em nosso dia a dia, porém, tais habilidades em nada se relacionam com a memória.

"Se você é destro e começa a escrever com a mão esquerda, desenvolverá sua coordenação motora de modo a conseguir escrever com as duas mãos e caso um dia, tenha algum problema que limite a escrita com a mão direita, terá a esquerda bem capacitada para isso. Mas o fato de praticar este tipo de exercício não significa que você se verá livre de problemas como esquecer de pagar as contas, tomar o remédio, ou algo do gênero", explica o especialista.

Como funciona a neuróbica?
A neuróbica consiste na inversão da ordem de alguns movimentos comuns em nosso dia a dia, alterando nossa forma de percepção, sem, contudo, ter que modificar nossa rotina. O objetivo é executar de forma consciente as ações que levam à reações emocionais e cerebrais. São exercícios que vão desde ler ao contrário até conversar com o vizinho que nunca dá bom dia, mas que mexem com aspectos físicos, emocionais e mentais do nosso corpo. "São esses hábitos que ajudam a estimular a produção de nutrientes no cérebro desenvolvendo suas células e deixando-o mais saudável", explica Mariuza Pregnolato.

Quanto mais o cérebro é treinado, mais afiado ele ficará, mas para isso não precisa se matar nos testes de QI ou nas palavras cruzadas para ter resultados satisfatórios. "Estas atividades funcionam, mas a neuróbica é ainda mais simples. Em vez de se inscrever em um super desafio de matemática e ficar decorando fórmulas, que tal vestir-se de olhos fechados ou andar de trás para frente?", sugere a especialista. A proposta da neuróbica é mudar o comportamento rotineiro para "forçar" a memória. Por isso, é recomendável virar fotos de cabeça para baixo para concentrar a atenção ou usar um novo caminho para ir ao trabalho.




O papel dos sentidos
O programa de exercícios da neuróbica oferece ao cérebro experiências fora da rotina, usando várias combinações de seus sentidos - visão, olfato, tato, paladar e audição, além dos "sentidos" de cunho emocional e social.

"Os exercícios usam os cinco sentidos para estimular a tendência natural do cérebro de formar associações entre diferentes tipos de informações, assim, quando você veste uma roupa no escuro, coloca seus sentidos em sinal de alerta para a nova situação. Se a visão foi dificultada, e é isso que faz com que você sinta o efeito dos exercícios, outros sentidos serão aguçados como compensação", explica Mariuza.

Para estimular o paladar, uma dica bacana é fazer combinações gastronômicas inusitadas. Já pensou em misturar doce com salgado? Maionese com leite condensado?

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A neuróbica não vai lhe devolver o cérebro dos vinte anos, mas pode ajudá-lo a acessar o seu arquivo de memórias. "Não dá para aumentar nossa capacidade cerebral, o que acontece é que com os exercícios você consegue ativar áreas do seu cérebro que deixou de usar por falta de treino", explica Mariuza.

"Você só estimula o cérebro se o exercita, por isso quem sempre esteve atento a esta questão terá menos problemas de saúde cerebral, como demência e doenças cognitivas, como Alzheimer".

21 dicas para você montar seu treino
O desafio da neuróbica é fazer tudo aquilo que contraria ações automáticas, obrigando o cérebro a um trabalho adicional, por isso:

1-Use o relógio de pulso no braço direito;

2-Ande pela casa de trás para frente;

3-Vista-se de olhos fechados;

4-Estimule o paladar, coma comidas diferentes;

5-Leia ou veja fotos de cabeça para baixo concentrando-se em pormenores nos quais nunca tinha reparado;

6-Veja as horas num espelho;

7-Troque o mouse do computador de lado;

8-Escreva ou escove os dentes utilizando a mão esquerda - ou a direita, se for canhoto;

9-Quando for trabalhar, utilize um percurso diferente do habitual;

10-Introduza pequenas mudanças nos seus hábitos cotidianos, transformando-os em desafios para o seu cérebro;

11-Folheie uma revista e procure uma fotografia que lhe chame a atenção. Agora pense 25 adjetivos que ache que a descrevem a imagem ou o tema fotografado;

12-Quando for a um restaurante, tente identificar os ingredientes que compõem o prato que escolheu e concentre-se nos sabores mais subtis. No final, tire a prova dos nove junto ao garçom ou chef;


13-Ao entrar numa sala onde esteja muita gente, tente determinar quantas pessoas estão do lado esquerdo e do lado direito. Identifique os objetos que decoram a sala, feche os olhos e enumere-os;

14-Selecione uma frase de um livro e tente formar uma frase diferente utilizando as mesmas palavras;

15-Experimente jogar qualquer jogo ou praticar qualquer atividade que nunca tenha tentado antes.

16-Compre um quebra cabeças e tente encaixar as peças corretas o mais rapidamente que conseguir, cronometrando o tempo. Repita a operação e veja se progrediu;

17-Experimente memorizar aquilo que precisa comprar no supermercado, em vez de elaborar uma lista. Utilize técnicas de memorização ou separe mentalmente o tipo de produtos que precisa. Desde que funcionem, todos os métodos são válidos;

18-Recorrendo a um dicionário, aprenda uma palavra nova todos os dias e tente introduzi-la (adequadamente!) nas conversas que tiver;

19-Ouça as notícias na rádio ou na televisão quando acordar. Durante o dia escreva os pontos principais de que se lembrar;

20-Ao ler uma palavra pense em outras cinco que começam com a mesma letra;

21-A proposta é mudar o comportamento rotineiro. Tente, faça alguma atividade diferente com seu outro lado do corpo e estimule o seu cérebro. Se você é destro, que tal escrever com a outra mão?


Hábitos saudáveis
Outra atitude indispensável para manter a memória sempre afiada, é prestar atenção na qualidade de vida. O neurologista Ivan Okamoto sugere um estilo de vida mais tranquilo, com alimentação balanceada, sem vícios e com a prática regular de exercícios físicos para manter o corpo e a mente saudáveis.

"A melhor maneira de manter a memória em dia é cuidar da saúde, por isso é importante evitar cigarro e bebidas alcoólicas, seguir uma dieta equilibrada, praticar exercícios e exercitar o cérebro. Manter a atividade mental, seja trabalhando ou participando de alguma atividade em grupo, ajuda a elevar a autoestima e deixar a memória a todo vapor", explica o especialista.

quinta-feira, 1 de julho de 2010

"Você nunca realmente perde até parar de tentar."
Mike Ditka

"Se me pedissem que desse um único conselho que fosse mais útil para a humanidade, seria este: espere alguma dificuldade como uma parte inevitável da vida, e quando ela chegar fique com a cabeça erguida, olhe-a direto nos olhos e diga: - Eu vou ser maior do que você.Você não pode me derrotar". Ann Landers

A história costuma exaltar os indivíduos que chegaram ao topo ou que, de alguma forma, tornaram o mundo melhor. Seria um erro acreditar que nossos heróis calcularam cada movimento, encaixando deliberadamente cada peça do quebra-cabeça da vida.

Na realidade muitos deles enfrentaram mudanças - inesperadas ou indesejadas - que exigiram muita coragem. Mesmo assim, eles não deixaram que as circunstâncias os impedissem de atingir seus objetivos.

Enfrentar algumas das mais duras realidades da vida requer coragem. Winston Churchill via na coragem um ponto de partida. Ele disse: "A coragem é a primeira entre as qualidades humanas, porque é a qualidade que garante todas as outras". Ele não estava falando apenas de coragem em termos épicos - aquela associada a personalidades famosas e grandes acontecimentos - mas da coragem do dia-a-dia.
"A vida é dura... e nem sempre é justa. Mas isso não quer dizer que ela não possa ser boa, gratificante e prazerosa."

Mais do que qualquer outra coisa, coragem é uma decisão. É a decisão de ir fundo e em busca do nosso próprio caráter, de achar a fonte de nossa força quando a vida nos decepciona. É a decisão que temos de tomar se queremos nos tornar plenamente humanos.

Ludwig Van Beethoven é um dos nomes mais conhecidos da história da música. Nascido em 1770 em Bonn, na Alemanha, filho de um tenor e músico da corte, o jovem Beethoven não levava uma vida luxuosa. Aos oito anos ele fez sua primeira apresentação em público como pianista. Apesar do talento prodigioso, Beethoven era maltratado pelo pai dominador, rabugento e bêbado, que o forçava a tocar para divertimento de seus amigos.

Quanto mais o velho Beethoven tentava conciliar o ciúme que sentia do talento do filho com o desejo de que ele fosse bem sucedido, mais ele se tornava violento. Em 1787, Beethoven partiu rumo a Viena para estudar com os mestres. Ignorante quanto aos costumes da alta sociedade e descuidado com a própria aparência, ele não se entrosava com os sofisticados músicos Vienenses.

Mesmo assim, logo ganhou fama de pianista brilhante. Quando sua estrela começava a subir, a morte de sua mãe obrigou-o a voltar para Bonn, onde assumiu a responsabilidade de ajudar a família. Ao retornar a Viena alguns anos mais tarde, Beethoven buscou orientação com Haydn e outros compositores proeminentes da época, como Albrechtsberger e Salieri. Logo, ele estava criando sinfonias e executando suas próprias composições ao piano.

Quando tudo parecia dar certo, algo começou a dar muito errado: aos trinta e poucos anos, Beethoven começou a ter problemas de audição. Um distúrbio inicialmente sutil foi piorando rapidamente até que, em poucos anos, ele ouvia apenas sons distorcidos e não conseguia distinguir qualquer som alto. A cruel ironia da situação - o músico que não podia mais ouvir a própria música - levou Beethoven ao desespero profundo.

Embora não pudesse continuar a tocar, Beethoven não dobrou suas partituras e procurou isolar-se do mundo. Ele sabia que ainda podia compor. E dedicou-se a compor sob uma perspectiva ainda mais complexa e apaixonada. Esse fôlego renovado resultou na terceira sinfonia, a Heróica, que agitou o mundo da música.

Paradoxalmente à medida que sua audição se deteriorava, sua música florescia. Ele concluiu dois de seus maiores trabalhos - a Quinta e a Sexta Sinfonia - em 1808, e em 1823 compôs a Nona Sinfonia. Inspirado no grande poema de Schiller, Ode à Alegria, a Nona Sinfonia personificou os ideais do Iluminismo, desde a declaração de independência até a ciência emergente da era industrial. Escrita por um compositor quase completamente surdo é considerada uma das maiores obras de arte já realizadas.

Se Beethoven tivesse se deixado subjugar pela perda auditiva, ele e o mundo teriam perdido um importante marco para o progresso humano. Por sorte, a natureza concedeu-lhe uma dádiva tão preciosa quanto seu gênio musical: a coragem de enfrentar mudanças devastadoras, recusando-se a deixar seu talento murchar por causa de um golpe do destino.

O teólogo Paul Tillich definiu este tipo de coragem como a verdadeira coragem, que consistia em dizer sim à vida apesar da dor e de todas as dificuldades que fazem parte da existência humana. Ele disse que era preciso demonstrar coragem diariamente para encontrar algo definitivamente positivo e significativo, tanto a respeito da vida como de nós mesmos.

A vida é dura... e nem sempre é justa. Mas isso não quer dizer que ela não possa ser boa, gratificante e prazerosa. Ainda há muitas razões para dizer sim à vida.
Por:
Daniel C. Luz
Autor dos livros Insight I e Insight II DVS Editora

quinta-feira, 24 de junho de 2010

Antropóloga explica o que preocupa as brasileiras depois dos 50 anos


Elas reclamam. Muito, e de tudo. As rugas não dão trégua, os homens já não suspiram, a oferta de sexo vai ficando escassa, o casamento naufragou anos antes e, quem o manteve, exibe um marido como um prêmio. Peito e bunda, que difícil que é mantê-los em pé. Assim são as brasileiras na chegada aos 50 anos, diz a antropóloga Mírian Goldemberg.



O que mais preocupa as mulheres após a meia idade está ligado ao aspecto físico. Menos "gostosas", muitas se consideram invisíveis para o mundo. Desconfortáveis com o próprio envelhecimento, elas estariam deixando de aproveitar melhor o corpo, a afetividade, e a liberdade conquistada, diz a antropóloga, que estuda o gênero feminino há mais de 20 anos.



Na entrevista que segue, Mirian aponta as principais características do discurso das mulheres a partir da meia idade. Discurso esse que, segundo a antropóloga, não condiz com as conquistas que essas mesmas mulheres queixosas tiveram em, praticamente, todos os campos: afetivo, sexual, financeiro e até mesmo as possibilidades de manter a boa forma física. A velhice, afinal, pode ser bela. Quem duvida?



Quem é a mulher de 50 anos, brasileira, nesse início de século?

A ênfase na decadência do corpo e na falta de homem é uma característica marcante do discurso das brasileiras. Muitas me disseram que passaram a se sentir invisíveis depois dos 50, por não receberem mais elogios ou por não serem paqueradas na rua. Algumas me disseram, com tristeza, “ninguém mais me chama de gostosa”. A idéia de invisibilidade, e também a de aposentadoria da vida sexual e afetiva, está muito presente no discurso das brasileiras.



Tenho constatado um abismo enorme entre o poder objetivo das mulheres pesquisadas, o poder real que elas conquistaram em diferentes domínios (sucesso, dinheiro, prestígio, reconhecimento, e, até mesmo, a boa forma física) e a miséria subjetiva que aparece em seus discursos (decadência do corpo, gordura, flacidez, doença, medo, solidão, rejeição, abandono, vazio, falta, perda e invisibilidade). Observando a aparência das alemãs e das brasileiras pesquisadas, as últimas parecem ser muito mais jovens e em boa forma do que as primeiras, mas se sentem subjetivamente muito mais velhas e desvalorizadas do que elas. A discrepância entre a realidade objetiva e os sentimentos subjetivos das brasileiras me fez perceber que aqui o envelhecimento é um problema muito maior, o que pode explicar o enorme sacrifício que muitas fazem para parecer mais jovens, por meio do corpo, da roupa e do comportamento. Elas constroem seus discursos enfatizando as perdas que vivenciam, e não suas conquistas objetivas. Em uma cultura, como a brasileira, em que o corpo é um importante capital, o envelhecimento parece ser vivido como um momento de grandes perdas (de capital).



As brasileiras repetem, insistentemente, que “falta homem no mercado”. Por que elas seriam tão centradas na figura masculina? Qual o peso do casamento para uma mulher de 50 anos?

As mulheres que se mostraram mais satisfeitas com suas vidas, entre as brasileiras pesquisadas, são aquelas casadas há muitos anos. Apesar de afirmarem que estão muito satisfeitas, disseram que os seus maridos são completamente dependentes, acomodados, inseguros e infantis. O interessante é que, em quase todos os casos, o marido é o principal provedor da família, tendo um salário muito superior ao da esposa. A partir dos depoimentos das minhas pesquisadas, constatei a existência de uma riqueza extremamente valiosa para as brasileiras: o marido.



Ter um marido, um casamento considerado sólido e satisfatório, é considerado um verdadeiro capital para as brasileiras pesquisadas. Elas se sentem duplamente poderosas, pois, além de terem um marido, acreditam que são mais fortes, independentes e interessantes do que ele. Em um mercado de casamento em que os homens são escassos, principalmente na faixa etária pesquisada, as casadas sentem-se poderosas por terem um produto raro e altamente valorizado pelas mulheres brasileiras e, também, por se sentirem superiores, únicas e imprescindíveis para os seus maridos.



O culto ao belo, atualmente, é muito presente na nossa sociedade. Teoricamente, as mulheres maduras não se encaixam nesse padrão de beleza. De que forma essas mulheres lidam com isso?

Nos últimos anos, pesquisando homens e mulheres das camadas médias do Rio de Janeiro, elaborei uma idéia que venho discutindo em meus livros e palestras: no Brasil, o corpo é um verdadeiro capital. Determinado modelo de corpo, na cultura brasileira contemporânea, é uma riqueza, talvez a mais desejada pelos indivíduos das camadas médias urbanas e também das camadas mais pobres, que percebem seu corpo como um importante veículo de ascensão social e, também, um importante capital no mercado de trabalho, no mercado de casamento e no mercado sexual. Neste sentido, além de um capital físico, o corpo é, também, um capital simbólico, um capital econômico e um capital social. No entanto, é preciso ressaltar que este corpo capital não é um corpo qualquer. É um corpo que deve ser sempre sexy, jovem, magro e em boa forma. Um corpo conquistado por meio de um enorme investimento financeiro, muito trabalho e uma boa dose de sacrifício.



No Brasil, e mais particularmente no Rio de Janeiro, o corpo trabalhado, cuidado, sem marcas indesejáveis (rugas, estrias, celulites, manchas) e sem excessos (gordura, flacidez) é o único que, mesmo sem roupas, está decentemente vestido. Pode-se pensar, neste sentido, que, além do corpo ser muito mais importante do que a roupa, ele é a verdadeira roupa: é o corpo que deve ser exibido, moldado, manipulado, trabalhado, costurado, enfeitado, escolhido, construído, produzido, imitado. É o corpo que entra e sai da moda. A roupa, neste caso, é apenas um acessório para a valorização e exposição deste corpo capital.



Com a idéia de que “o corpo”, no Brasil, é um verdadeiro capital é possível compreender porque as mulheres brasileiras, logo após as norte-americanas, são as maiores consumidores de cirurgia plástica estética em todo o mundo, preenchimentos faciais, botox, tintura para cabelo, entre outros inúmeros procedimentos para conquistarem “o corpo”.



Pode-se dizer que ter “o corpo”, com tudo o que ele simboliza, promove nos brasileiros uma conformidade a um estilo de vida e a um conjunto de normas de conduta, recompensada pela gratificação de pertencer a um grupo de valor superior. “O corpo” surge como um símbolo que consagra e torna visíveis as extremas diferenças entre os grupos sociais no Brasil.



E na hora do sexo? O corpo é motivo de preocupação para elas?

Nos grupos de discussão que realizei com mulheres cariocas de mais de 40 anos, o que mais me chamou atenção foram quatro tipos de ideias, extremamente recorrentes nos depoimentos das pesquisadas: invisibilidade, falta, aposentadoria e liberdade. Um exemplo da ideia de falta é o seguinte: “Sei que é o maior clichê, mas é a mais pura verdade: falta homem no mercado. As minhas amigas que estão na faixa dos 50 estão sozinhas. Meu ex-marido, três meses depois da separação, já estava com uma namorada vinte anos mais nova. Que maluco vai querer uma velha decrépita, ou até mesmo uma coroa enxuta, se pode ter uma jovem durinha com tudo no lugar?”



Algumas pesquisadas se excluem do mercado sexual. Elas usam a ideia de aposentadoria em seus depoimentos. “A última vez que eu transei eu devia ter 50 anos. Tem quem queira, mas eu é que não quero. Me aposentei neste setor.”



Outras ficam obcecadas com as imperfeições do próprio corpo. “Acabei de fazer 40 anos, isso mudou toda a minha percepção do meu corpo. Passei a enxergar coisas que nunca tinha percebido: celulite, estrias, manchas, rugas. É como se de um dia para outro eu tivesse envelhecido 20 anos. Na cama, também tudo mudou. Antes transava de luz acesa, gostava que meus namorados olhassem meu corpo. Agora entro em pânico. Preciso estar com a luz apagada, debaixo do lençol. Não tiro o sutiã para eles não perceberem que o peito está caído. O pior é que sei que eles não estão nem aí para estes detalhes, é tudo paranóia minha”



Muitas mulheres me disseram que passaram a se sentir invisíveis depois dos 40. “Tive muitos namorados até os 40 anos, sempre fui considerada uma mulher sexy. Meu trauma começou quando fiz 40 e namorei um cara de 50. Ele não me enxergava, passava o tempo todo olhando as bundas e os peitos das garotinhas. Aí comecei a me sentir uma velha, pois me sentia invisível para ele.. Aqueles olhares, cantadas, elogios que eram tão comuns na minha vida, desde a adolescência até os 40 anos, simplesmente desapareceram. Sou uma mulher invisível”.



Estes discursos podem ser vistos como uma postura de vitimização das mulheres nesta faixa etária, que apontam, predominantemente, as perdas, os medos e as dificuldades associadas ao envelhecimento.



E a idéia de liberdade, o que significa para essas mulheres, aparentemente tão presas a tantos rótulos?

A frase, “hoje eu posso ser eu mesma pela primeira vez na minha vida” foi repetida por muitas mulheres que percebem o envelhecimento como uma redescoberta, altamente valorizada, de um “eu” que estava encoberto ou subjugado pelas obrigações sociais, especialmente pelo investimento feito no papel de esposa e de mãe. “Hoje em dia, a minha paz de espírito é a coisa que eu mais prezo. Não quero me chatear com homem. Eu não sabia ser sozinha. Hoje eu sei. Pela primeira vez na minha vida eu me sinto realmente livre.” É interessante observar que tanto no discurso de vitimização, quanto no de libertação, dois foram os eixos centrais das brasileiras pesquisadas: o corpo e a relação amorosa e sexual. O corpo foi tanto objeto de extremo sofrimento (em função de suas doenças ou decadência) ou de extremo prazer (em função da maior aceitação e cuidado com ele). Os parceiros amorosos foram, também, objeto de extrema dor (alcoolismo, machismo, violência, autoritarismo, egoísmo, abandono, rejeição, faltas) ou de extremo prazer (companheirismo, prazer sexual, cumplicidade).



Afinal, por que elas nunca estão satisfeitas?

Na minha pesquisa, com 1279 indivíduos das camadas médias da cidade do Rio de Janeiro, quando perguntei: “Quais os principais problemas que você vive ou viveu em seus relacionamentos amorosos?”, homens e mulheres responderam, em primeiro lugar: ciúmes e infidelidade. No entanto, a principal queixa masculina foi, basicamente, falta de compreensão. Já as mulheres responderam: egoísmo, incompatibilidade de gênios, falta de segurança, falta de confiança, falta de sinceridade, falta de diálogo, falta de liberdade, falta de paciência, falta de atenção, falta de companheirismo, falta de maturidade, falta de amor, falta de carinho, falta de tempo, falta de tesão, falta de respeito, falta de individualidade, falta de dinheiro, falta de interesse, falta de reciprocidade, falta de sensibilidade, falta de romance, falta de intensidade, falta de responsabilidade, falta de pontualidade, falta de cumplicidade, falta de igualdade, falta de organização, falta de amizade, falta de alegria, falta de paixão, falta de comunicação, falta de conversa etc. Algumas ainda afirmaram que falta tudo. Enquanto os homens foram extremamente objetivos e econômicos em suas respostas, algumas mulheres chegaram a anexar e grampear folhas ao questionário para acrescentar mais e mais faltas.



No material da minha pesquisa, chama muita atenção o fato de as mulheres reclamarem da falta de intimidade com seus parceiros, enquanto os homens se queixam da falta de compreensão de suas mulheres. Esta me pareceu a diferença de gênero mais marcante entre os meus pesquisados. Do lado feminino, a ânsia por intimidade. Do masculino, a busca por compreensão. Talvez aqui, neste descompasso entre os desejos femininos e masculinos, esteja a chave para se compreender os atuais conflitos nos arranjos conjugais. Pode-se perceber, nos discursos de homens e mulheres, um verdadeiro abismo entre os gêneros quanto ao valor e ao significado da intimidade e da compreensão nos relacionamentos amorosos.



Existe uma forma positiva de envelhecer? Como fazer com que essas mulheres acreditem nisso?

Quando penso em uma forma positiva de envelhecer, penso em homens e mulheres que nunca foram e nunca serão controlados pelas normas sociais. São estes indivíduos, que se reinventam permanentemente, que podem nos ensinar sobre a “bela velhice”.



Penso na geração que foi jovem nos anos 60 e que está começando a envelhecer. Geração que reinventou a sexualidade, o corpo, as novas formas de conjugalidade, casamento e família. Geração que teve como centro a busca do prazer e da liberdade sexual, a recusa de qualquer forma de controle e de autoridade e a defesa da igualdade entre homens e mulheres. Geração que não aceitará o imperativo: “seja um velho!” ou qualquer outro tipo de rótulo que sempre rejeitou e contestou.


Em uma cultura, como a brasileira, em que o corpo é um importante capital, o envelhecimento pode ser vivenciado como um momento de perdas e sofrimentos. No entanto, em uma cultura em que a liberdade é o principal valor, o envelhecimento pode ser visto como um momento de novas descobertas, conquistas e realizações.


Fonte: Portal Mais de 50


Achei muito interessante!!!

Sou de uma geração que "foi jovem nos anos 60 e que está começando a envelhecer. Geração que reinventou a sexualidade, o corpo, as novas formas de conjugalidade, casamento e família. Geração que teve como centro a busca do prazer e da liberdade sexual, a recusa de qualquer forma de controle e de autoridade e a defesa da igualdade entre homens e mulheres. Geração que não aceitará o imperativo: “seja um velho!” ou qualquer outro tipo de rótulo que sempre rejeitou e contestou."

Marizete
Comer demais faz mal. Aprenda a evitar os exageros na alimentação
(22/06/2010 - 16:23)


O feijão com arroz é um dos pratos prediletos do brasileiro. Mas nem sempre é a melhor opção, principalmente depois dos 50. Com o passar do tempo, a alimentação deve ser cada vez mais equilibrada, embora muita gente passe da conta na hora de se alimentar. Alimentos que forneçam energia, que ajudem na manutenção e mantenham o funcionamento do corpo devem estar presentes à mesa com regularidade. Vive mais quem se exercita mais, cuida da mente e, claro, se alimenta de forma correta e come apenas o que é necessário.



Segundo a nutricionista do Hospital Universitário Clementino Fraga Filho, Nara Horst, depois dos 50 anos, quanto mais variada for a alimentação, melhor, mas sem exageros. “Se o indivíduo não apresenta nenhuma comorbidade (hipertensão, diabetes, colesterol alto) recomenda-se uma dieta bem variada. E o mais importante é ressaltar que a alimentação seja bem dividida, em torno de cinco a seis refeições por dia, já que, nessa fase, o processo de digestão se torna mais lento”, explica ela.



O cardápio ideal na maturidade não é muito diferente do de outras faixas etárias. Porém, alguns grupos de alimentos são obrigatórios nessa fase. É o caso das fibras e líquidos, do cálcio, ferro, vitaminas e minerais. “Embora poucos saibam, a anemia é bastante comum entre os idosos devido à diminuição da produção de células vermelhas nesta fase da vida. E a carne vermelha é uma das principais fontes de ferro. Alguns estudos demonstram também a deficiência de vitamina C, zinco e ácido fólico. Por isso, ingerir frutas cítricas, como o limão, a tangerina e a laranja ajuda a repor essas vitaminas e sais minerais”, aconselha a nutricionista.



Montar um prato diversificado e, ao mesmo tempo, saudável, pode parecer simples, mas não é. Segundo a nutricionista Vanderlí Marchiori, a combinação entre alimentos energéticos, construtores e reguladores é sempre a ideal. “Os energéticos são o combustível para o corpo e podem ser encontrado em cereais (arroz, pão, milho), na gordura (azeite, óleo) e no açúcar; já os construtores são responsáveis pela manutenção do corpo, presentes em folhas verde-escuras (rúcula, couve, agrião) e nas carnes vermelhas sem gordura e por fim, os reguladores, que são responsáveis pelo funcionamento do corpo, além de aumentar a resistência às infecções, proteger a pele, a visão e os dentes. E podem ser encontrados nas frutas, verduras, legumes e cereais integrais”, recomenda ela.



Embora uma alimentação saudável seja sempre a melhor alternativa, vale ressaltar que nenhum alimento pode prevenir ou causar doenças. Mas quanto mais rica e variada forem as refeições, menores são os riscos à saúde. “É importante deixar claro também que nunca é tarde pra começar a se alimentar adequadamente. Já ouvi várias vezes idosos falando que agora não é hora de mudanças. Que nada, nunca é tarde pra mudanças. E aliado à boa alimentação deve estar a prática de exercícios físicos. De nada adianta uma pessoa se alimentar bem e não ter o hábito de exercitar-se”, adverte Horst.


Fonte: Portal Mais de 50

domingo, 30 de maio de 2010

Alimentos que previnem o câncer
Frutas e legumes orgânicos são as estrelas do cardápio
Por Especialistas Publicado em 10/5/2010


O que frutas vermelhas, uvas, brócolis e tomate têm em comum? Eles estão no topo da lista dentre os alimentos que protegem contra o câncer.
O Instituto Americano de Pesquisa do Câncer estima que cerca de 1/3 dos 1,4 milhões de casos de câncer que ocorrem anualmente nos Estados Unidos poderiam ser prevenidos se as pessoas adotassem uma dieta saudável.
Se pensarmos que o que comemos se traduz em como o nosso corpo reage, faz todo o sentido de que frutas e legumes orgânicos sejam considerados "estrelas" do cardápio.

Frutas Vermelhas- framboesa, amora, mirtilo (blueberry) são consideradas uma fonte riquíssima de vitamina C, flavonóides, ácido elágico, fibras e outros antioxidantes (substâncias que ajudam na proteção das células do corpo contra os danos cumulativos), que evitam o aparecimento de diversos tipos de câncer, em especial os de cólon, esôfago, pele, bexiga, pulmão e mama.

"1,4 milhões de casos de câncer poderiam ser prevenidos se as pessoas adotassem uma dieta saudável".

Seja Criativo
Framboesa, amora e mirtilo são frutas deliciosas que podem ser encontradas frescas, congeladas ou secas.
Porção: ½ xícara.
*Misture no seu cereal matinal, seja com iogurte ou leite.
*Faça uma vitamina, misturando-as com leite para um lanche saudável.
* Adicione-as recheio de pães-doces e muffins.

Uvas
Fruta abundante em antioxidantes, em especial o resveratrol. Pesquisa científica identificaram que o resveratrol tem a capacidade de impedir que células cancerosas desenvolvam-se na mama, fígado, estômago e sistema linfático. A maior fonte de resveratrol encontra-se na casca da uva. Outro ponto importante: uvas vermelhas são muito mais ricas em resveratrol do que as uvas verdes.

"Framboesa, amora e mirtilo são frutas deliciosas que podem ser encontradas frescas, congeladas ou secas".Seja criativo
Uvas são deliciosas também em pratos quentes!
Porção: cerca de 15 uvas
* Experimente uvas em molhos e compotas sobre frango.
*Coma simplesmente como um lanche no meio da tarde ou misture em sua salada.

Brócolis
São vegetais crucíferos, da mesma família da couve-flor, repolho, couve e couve de Bruxelas. Pesquisas descobriram que os vegetais desta família são ricos em isotiocianatos que regulam um complexo sistema enzimático que protegem as células no nosso corpo contra o câncer de estômago, boca, faringe e laringe (garganta) e esôfago.

Seja criativo
Ele incorpora bem o sabor de qualquer tempero ou molho.
Porção: ½ xícara.
* Sirva cozido no vapor como acompanhamento de carne, frango e peixes.
* Faça um purê, misturando brócolis, couve-flor, alho e leite.
* Em saladas, sirva com folhas verdes, passas e castanhas.


Vida saudável pode evitar câncer Tomate
A cor vermelha do tomate deve-se ao licopeno, antioxidante importante na luta contra o câncer de próstata, mama, útero e melanoma (o mais agressivo tipo de câncer de pele). O interessante é que quanto mais concentrado o tomate, melhor, pois o processamento faz com que o licopeno seja absorvido mais facilmente (extrato de tomate e ketchup, por exemplo).

Seja criativo
*No avião, peça suco de tomate ao invés de refrigerante.
*A dupla infalível: macarrão com molho de tomate.
* Use e abuse em saladas e sanduíches.

IMPORTANTE: Vale à pena lembrar que o uso de pesticidas e agrotóxicos de forma não controlada no Brasil ainda constitui um fator preocupante - sempre que possível, compre vegetais orgânicos. Nenhum vegetal possui propriedade de prevenir o aparecimento do câncer isoladamente. Para a prevenção do câncer, recomenda-se uma dieta balanceada, que seja rica em vegetais, fibras e carnes magra e pobre em gorduras (saturadas e trans).

Conteúdo por:

Dra Juliana M. Korth
Especialidade: Clínica Médica, Med. de Família e Preventiva
Fonte: minhavida
Para se guardar um amor

© Letícia Thompson


A gente nunca deveria se acostumar com o amor. Deveríamos ter sempre essa sensação de novo, novidade, como se, cada manhã, descobrindo o nascer do dia, nos extasiássemos diante do espetáculo como se ele jamais tivesse acontecido antes.


Falta cuidados com o amor, com a nobreza dele e é por isso que ele se apaga. O frio no estômago passa logo que o amor toma posse, o coração bate menos rápido com o decorrer dos dias, a saudade precisa de mais tempo para ser sentida e os hábitos se instalam.

A diferença básica entre homens e mulheres é que a primeira parte é mais racional, vê e ouve somente o que quer, se satisfaz com mais facilidade fisicamente e a segunda... ah, a segunda!... essa é a guardadora dos sonhos que faz com que muitos relacionamentos continuem até depois que o sentimento acabou.

As mulheres trazem quase sempre escondido no peito a caixinha de promessas dos primeiros encontros, dos primeiros suspiros, primeiras palavras trocadas, elas guardam datas, tentam adivinhar os desejos, se especializam em surpresas e esperam secretamente ser adivinhadas.

Algo que aprendi com o tempo foi que o amor não é um conjunto de compatibilidades, mas a aceitação das incompatibilidades. Não amamos a outra pessoa quando ela tem algo que nos agrada, mas quando o que não nos agrada torna-se menos importante, mesmo se continua a existir. O amor está na diferença do contrapeso.

É preciso, para se guardar um amor, ter-se a memória fraca para certas coisas e um coração desesperadamente atento para outras. É preciso conhecer certos detalhes e dar-lhes a devida importância, apreciar o pôr-do sol como se fosse a primeira vez e se dar as mãos como se elas nunca se tivessem separado.



Letícia Thompson

sábado, 29 de maio de 2010

Olhos também são alvos do câncer
Risco cresce após 40 anos de idade; exames de rotina são essenciais
Por Ana Maria Madeira Publicado em 24/5/2010


Muitas pessoas nem imaginam, mas o olho também é um órgão que pode ser atacado pelo câncer. O tipo de câncer ocular mais frequente é o melanoma de coroide, um tumor maligno mais comum em adultos do que em crianças. "Temos percebido um aumento no diagnóstico desse tipo de câncer, tendo em vista um maior acompanhamento dos pacientes com os exames de rotina", explica a oftalmologista Martha Chojniak, especialista em oncologia e diretora de Oftalmologia do Hospital A.C.Camargo.

Esse tipo de tumor pode atacar diferentes partes do olho, desde a pálpebra até as estruturas internas, como a íris. A parte do olho mais acometida pelos melanomas é a coroide, que não é visível a olho nu, sendo necessário dilatar a pupila e examinar o olho com equipamentos especiais para diagnosticá-lo.

O exame de mapeamento de retina (mais conhecido como de "fundo de olho") é recomendado para adultos com mais de 40 anos, tendo em vista que as chances de desenvolver melanoma de coroide crescem com o avanço da idade. Os sintomas mais comuns são: baixas na capacidade de visão (bem como do campo visual), sombras na vista, dor local e olhos vermelhos.


Como tratar

O tratamento mais utilizado quando o tumor ainda é pequeno é a braquiterapia, que consiste em aplicar radiação apenas no local do tumor. Para tumores maiores, costuma se fazer necessária uma remoção do olho afetado, seguida da colocação de uma prótese. A precocidade do diagnóstico é importante, pois 25% dos pacientes desenvolvem metástase (quando o câncer se espalha para outros locais) e, destes, quase 100% não sobrevivem, no caso do melanoma de coroide.

Um outro tipo de tumor no olho é o retinoblastoma, originário das células da retina, em 90% dos casos acomete crianças de até cinco anos de idade. "Os índices de cura são altos, mas o diagnóstico precoce é fundamental para que o tratamento gere menos efeitos colaterais e complicações", explica a oftalmologista. Existem dois tipos de retinoblastoma: o hereditário e o não hereditário.

A criança que tem o retinoblastoma hereditário corre o risco de desenvolver o tumor nos dois olhos, além de ter outros tipos de câncer anos após o tratamento, devido o fator genético, ou um retinoblastoma trilateral, que acomete também o sistema nervoso. O não hereditário costuma ser causado pelo desenvolvimento anormal da retina na infância e, em geral, acomete um só olho. O retinoblastoma pode ser diagnosticado ainda na maternidade, no exame de mapeamento de retina.


Para identificar o retinoblastoma, fique atento aos seguintes sinais na criança: pupila do olho branca, chamada de "olho de gato", ao invés de vermelha na presença de luz (isto pode ser observado em fotografias com flash) e estrabismo (que é uma consequência do tumor, e não sua causa). Dentre os fatores de risco, o mais importante é quando existe caso de retinoblastoma na família. Alguns outros tipos de tumor podem chegar a afetar os olhos. Para as mulheres, o câncer de mama, quando metastaseado, pode gerar tumores no olho e, para os homens, o mesmo ocorre com o câncer de pulmão. Além disso, existem tumores na mucosa conjuntiva que podem atingir a pálpebra, mas são menos frequentes.

Fonte: minhavida